domingo, 11 de junho de 2017

A história da Bruxaria - Introdução

As Três Bruxas de Macbeth - Alexandre-Marie Colin
“Yo no creo em meigas, pero hayas!” 
(“Eu não creio em bruxas, mas elas existem!”)
Frase popular utilizada na Galícia espanhola.

Se você perguntar a seus conhecidos o que é uma bruxa, provavelmente eles lhe dirão que bruxas não existem. Bruxas, afirmarão eles, são personagens imaginários, representados como velhas horrorosas, com verrugas no nariz, chapéus compridos e pretos em formato de cone, montadas em cabos de vassoura, que criam gatos pretos e dão gargalhadas malignas, bastante parecidas com cacarejos. A Rainha Má de A Branca de Neve de Walt Disney, o desempenho de Margaret Hamilton como a Bruxa Malvada em O Mágico de Oz e, por trás delas, uma longa tradição artística que se estende do século XIII a Goya, fixaram essa imagem em nossas mentes. Provavelmente, nenhuma bruxa, em tempo algum, jamais tenha tido as características desse estereótipo.